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terça-feira, 30 de abril de 2013

COISAS QUE VOCÊ GOSTARIA DE SABER MAS NÃO TINHA A QUEM PERGUNTAR


P - Meu filho de 14 anos tem problemas de tic e vem fazendo tratamento há alguns anos sem nenhum progresso. No início, ele fazia apenas movimentos com a boca e balançava a cabeça; nos últimos meses ele vem emitindo sons, como se fossem gemidos, e embora com medicamentos, não consegue ter nenhum domínio. Gostaria de saber que tipo de doença é esta.

Pode ser uma síndrome de Tourette. O tratamento é feito com neurolépticos. Um deles é o Haldol. Mas muitas vezes precisa tentar vários até achar o ideal daquela pessoa. O tratamento pode acabar com todos os sintomas; às vezes não acaba com todos. Com certeza ele irá precisar de medicação por alguns anos.

P - Toda pessoa que tem algum tipo de idéia fixa, preocupações e pensamentos fixos que não sai da cabeça sofre de TOC?

Não.

P - É normal pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo ficarem na dúvida se têm ou não a doença?

Sim, é comum. A pessoa acaba achando que as "manias" são apenas "manias" e não percebe que passa horas do dia obedecendo aos rituais ou pensamentos. Além do mais, os leigos não consegue imaginar que gestos e pensamentos possam ser problemas químicos e tratáveis.

P - Gasto compulsivamente, sei que não tenho dinheiro, mas mesmo assim compro sem parar, gasto sem controle. O que isso pode ser?

Isso deve ser tratado não só com terapia, mas também com remédio, como qualquer distúrbio obsessivo-compulsivo. Demora alguns meses mas passa.

P - Meu marido é um "comedor de unha" compulsivo. Ele diz ter esta "mania" desde criança. Gostaria muito de ajudá-lo, pois ele detesta este vício. Não sei se este caso é para psiquiatria.

Roer unhas pode ser tratado como qualquer fenômeno obsessivo e como na maioria deles, cerca de 50 a 60 % das pessoas tratadas melhoram. Mas também pode ser apenas ansiedade. É preciso ir mais fundo para se ter um diagnóstico correto.

P - Tenho tics desde pequena. Como posso me ver livre deles sem precisar recorrer a um psicoterapeuta?

Tics são tratados com remédios, não com psicoterapia.

P - Desde criança tenho atração pelo cheiro de sabão e sabonete. Lembro-me de ter mastigado lápis de cera, porém sabonete não tinha tido coragem até agora. O que é isto?

Pode ser uma doença chamada síndrome de Pica, muito rara e de tratamento muito difícil.

P - Existem tratamento alternativos para TOC?

Não, e cuidado para não perder meses com tratamentos alternativos.

P - Frequentemente sinto-me deprimida por achar que estou fedendo. Confesso que fiquei um pouco paranóica por causa disso. Isso é uma fobia?

Existe um quadro clínico chamado de dismorfofobia. Pode ser isto. Procure um psiquiatra.

P - Tenho ciúme doentio da minha namorada. Isto é doença?

É mais provável ser ciúme patológico dentro de um quadro de TOC. Provavelmente algum neuroléptico mais uma psicoterapia irão ajudar muito.

Fonte: Mentalhelp

quinta-feira, 25 de abril de 2013

NOVA DROGA PARA TRATAMENTO DE ST É TESTADA


O laboratório Psyadon Pharmaceuticals Inc., dos Estados Unidos, anunciou que está trabalhando em um ensaio clínico para determinar a eficácia potencial de uma droga nova chamada ecopipam pra controlar os sintomas neurológicos da síndrome de Tourette.

Experimentos em animais sugerem que a droga, que pertence a uma classe de agentes referidos como antagonistas da dopamina D1, interage com as células nervosas e dos sistemas no cérebro que contribuem para o desenvolvimento de tiques e outros sintomas em ST.

Já está em andamento a segunda fase do ensaio clínico para examinar a capacidade do ecopipam tanto pra reduzir a gravidade dos tiques quanto pra determinar sua segurança em indivíduos adultos. Deve se estender até 2012.

Vários medicamentos são prescritos por médicos para o tratamento da Tourette, mas apenas dois - pimozida e haloperidol - são aprovados pelo Food and Drugs Administration (FDA, órgão responsável pelo controle de medicamentos nos EUA) para o tratamento da doença.

Fonte: Newsmedical.net

terça-feira, 23 de abril de 2013

BUSCA DE TRATAMENTO OU CURA NÃO PARA


Recentemente, o interesse dos pesquisadores de doenças neurológicas, em especial a Tourette, tem se voltado ao estudo sobre os mecanismos pelos quais o distúrbio se transmite de uma geração a outra. A meta é localizar o marcador genético da ST.

Um grupo cooperativo internacional de cientistas formou uma rede única que compartilha e executa um trabalho de pesquisa conjunta sobre a genética da Tourette. Informação científica adicional será obtida a partir de estudos de grandes famílias com numerosos membros afetados pela patologia.

Ao mesmo tempo, os investigadores continuam a estudar grupos específicos de neurotransmissores para entender melhor a síndrome e desenvolver tratamentos novos e aperfeiçoados. Outra linha de investigação é a identificação de subgrupos dentro da ST.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

UM POUCO SOBRE TPOC


Uma condição similar ao TOC é o transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva, definida pelos pesquisadores como "uma condição caracterizada por uma preocupação crônica com regras, método e controle".

Pessoas com TPOC têm um impulso esmagador em direção à perfeição que pode realmente ser destrutivo. Muitas vezes elas não conseguem terminar projetos porque sua ideia de perfeição nunca pode ser alcançada.

Os portadores de TPOC tentam manter um sentimento de controle através de uma atenção extenuante a regras, detalhes triviais, procedimentos, listas, horários ou formalidades, resultando desgaste emocional a si e aos outros.

Eles não percebem o quanto os outros ficam incomodados com os atrasos e inconvenientes que resultam de seu comportamento.

Para ser diagnosticado com este transtorno, o indivíduo deve atender a pelo menos três dos seguintes critérios:

- Sentimentos de dúvida constante e cautela excessiva;

- Preocupação com detalhes, regras, listas, ordem, organização ou programa;

- Perfeccionismo que interfere com a conclusão da tarefa;

- Excessiva conscienciosidade, escrúpulos e preocupação excessiva com a produtividade a ponto de prejudicar relacionamentos interpessoais;

- Pedantismo excessiva e adesão às convenções sociais;

- Rigidez e teimosia;

- Insistência irracional pelo indivíduo em fazer os outros seguirem exatamente o seu jeito de fazer as coisas ou relutância irracional em permitir que outros façam as coisas do seu próprio jeito;

- Intrusão de pensamentos repetitivos e intrusivos ou impulsos.

Fonte: National Institute of Health - NIH (EUA)

terça-feira, 16 de abril de 2013

EL AMOR EN TIEMPOS DE TOURETTE


Lo conocí por casualidad, un día de verano. Luego pensé que las casualidades no existen. (Y menos en verano, cuándo el sol sale a alumbrar el camino más desesperanzador).

Él tenía para esa época 12 anos y yo 13. Tenía los ojos más lindos con los que pude mirar, cómo la vida comienza y se desvanece cuándo él no está.

Al principio me pareció un chico común, un patancito, un nene engreído de ojos verdes, nunca imagine que viviría   con él una hermosa, mágica y triste historia de amor (llámalo amor si deseas).

Lo veía todos los días de verano en el club. Era el primo de una de mis mejores amigas de la infancia: Luciana.

Para esa época mis tics eran terribles, tenia 13 anos estaba en plena adolescencia y el tourette esta en su máxima expresión en esos días  de cambios.

Conversábamos poco,  pero desde la primera vez que lo vi por primera vez, él tenía la particularidad de hacer que mi corazón se acelerara… y yo que pensaba que el tourette  me estaba afectando el corazón.

Poco a poco fuimos a haciéndonos amigos, y es q a pesar que no teníamos de común el síndrome de tourette, había algo que sí nos única, y era el dolor, un  dolor que no era para nuestra edad.

Los papas de Sebastián se estaban separando y fue una separación dura y dolorosa, con golpes gritos insultos y demás cosas terribles, yo por mi parte sentía al marginación  de la sociedad, la soledad de estar acompañada por personas que no me hacían bien.

Empezamos una relación  que duro lo que no debió durar,  pero si hay algo que siempre amé de sebas fue que siempre se la jugo por mí que veía cómo se paliaba cuándo alguien se burlaba de mis tics, y aunque el no me lo dijera, se que le dolía mucho mas que a mí.

A pesar que  ya dos anos después cuando yo tenía 16 y el 15 las hormonas estaban  totalmente presentes, nunca pude hacer el amor con el, me dolía, nunca tuve el suficiente coraje  para sentarme cómo una hembra mala y decirle no puedo hacer el amor no por que no te quiera si no por que fui abusada cuando tenia  7 anos,  y si nuca te lo confesé te lo confieso en estás líneas, que se nunca leerás pero quizás alguna vez te lo pueda decir cara a cara.

Si algo pude sacar con esto, es que el amor le importa muy poco  si no eres lo suficientemente normal cómo la sociedad quiere que seas, sebas se drogaba, yo tenía tourette, no éramos  particularmente los chicos perfectos que la sociedad quiere, el nunca estuvo enamorado de mí, sólo quería que lo acompañe a estar sólo.

Ahora a mis 26 anos  después de 8 años sin verte (a pesar q me meto a tu feis siempre a ver cómo estás), quiero pedirte perdón y también quiero decirte gracias.

Perdón por no ser la chica que hubieses querido tener contigo durante 5 anos, por no poder hacer el amor contigo, y por todas las cosas  que tú y yo sabemos y que prefiero guardarlas para nosotros dos; también quiero decirte gracias, por que gracias a ti a pesar que muchas veces me hiciste sentir basura, también pude  aprender a amar, aprender a ser amiga , aprender, a confiar, aprender a que el amor no tiene horario, puede llegar un caluroso verano del 97, como un frio invierno del 2009, en París, Buenos Aires  o Madrid, pero mientas llegue  mientras  espero a esa chico que se de cuenta que soy su princesa, llevo en mi corazón todo el amor que un día sentí por ti, ese amor puro, gracias a ti aprendí a  ver el otro lado de la luna, ese lado que muy pocas personas llegan a  tener la maravilla de conocer, comprendí a tu lado que amor no es lo que se quiere sentir, si no lo que se siente sin querer, que fuiste una de las pocas personas que hacen que mi corazón se acelere y se detenga al mismo tiempo, gracias a ti todavía creo que no soy precisamente una princesa, pero que puedo hacer sentir a cualquier chico el rey del baile.

Depoimento de Karina Barco Rios (Lima, Peru)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A IMPAGÁVEL MARQUESA DE DAMPIERRE



A aristocracia francesa do século XIX conviveu com uma personagem ímpar: a marquesa de Dampierre. Ela impressionava a todos pela inteligência e ousadia. Com sua oratória fácil e intensa, costumava rechear seus discursos sobre as artes do país com palavras tão elegantes quanto “merda” e “porco imundo”.

“Mudava bruscamente seu comportamento. Latia e dizia obscenidades. Parecia possuída pelo diabo”, escreveu o neurologista Jean Itard em 1825, sobre a marquesa. Foi a primeira descrição dessa síndrome estranha. Gilles de la Tourette só entraria em cena no final do século.

Naquela época, considerava-se que a coprolalia (o impulso de dizer palavrões) era seu sintoma mais comum. Hoje, já se sabe que ela é rara.

A aristocrata morreu aos 86 anos. Até o fim da vida, seguiu falando toda espécie de impropérios, sem jamais imaginar que entraria para a história da medicina por isto. E que não era uma desbocada contumaz, mas apenas uma pessoa doente.

Com informações da revista Superinteressante

terça-feira, 9 de abril de 2013

GUIA PARA PROFESSORES SOBRE A SÍNDROME DE TOURETTE



Senhor Professor:

É possível que você nunca tenha ouvido falar em síndrome de Tourette.

Entretanto, esta síndrome engloba uma série de sintomas que podem afetar consideravelmente o desempenho de uma criança na escola, tanto em termos acadêmicos quanto em nível de comportamento. Portanto, torna-se importante que você saiba um pouco sobre o problema.

A sua motivação em tomar conhecimento da síndrome de Tourette através deste guia já representa um grande passo no objetivo de ajudar ao máximo a criança portadora desta patologia.

Os pais, a criança, os profissionais médicos e paramédicos e, especialmente, os professores, todos trabalhando em equipe, podem assegurar que as crianças com este distúrbio atinjam todo o seu potencial.

Para muitos alunos, o único aspecto da ST a se tornar evidente na sala de aula são os tiques. A reação do professor a esses cacoetes se reveste de uma grande importância. O professor e outros membros da equipe pedagógica são os adultos mais frequentemente envolvidos com a vida de um aluno com a ST.

Este envolvimento não só confere uma séria responsabilidade como também uma grande oportunidade para exercer um impacto positivo e duradouro no ajustamento da criança coma ST e na sua aceitação pelos colegas de turma.

Dicas para a sala de aula

Em alguns casos os cacoetes e ruídos podem atrapalhar a aula. É importante lembrar que eles ocorrem involuntariamente. A criança com a ST que é chamada atenção devido aos seus sintomas torna-se muitas vezes hostil em relação à autoridade e fica receosa em relação à escola. Além disto, você estará servindo de modelo para a reação das outras crianças da turma. Se o professor não for tolerante, os outros na sala sentirão liberdade para ridicularizar a criança com a ST.

Dê à criança oportunidades para pequenos intervalos fora da sala de aula. Alguns alunos com a ST querem - e conseguem - suprimir seus tiques durante um curto tempo, porém há necessidade de descarregá-los devido a um aumento da tensão emocional. Um intervalo em um lugar reservado, a fim de relaxar e liberar os tiques, pode muitas vezes reduzir os sintomas na sala de aula. Esses pequenos intervalos podem aumentar a capacidade de concentração da criança, já que ela não estará usando toda a sua energia na supressão dos tiques.

Permita, se necessário, que o aluno com a ST faça provas em um local reservado para que não haja gasto de energia emocional na contenção dos tiques. Trabalhe com outros alunos da turma e da escola a fim de ajudá-los a entender os tiques e a reduzir as implicâncias e ridicularizações.

Caso os cacoetes de uma criança se tornem muito incômodos, evite temporariamente que a criança se dirija em voz alta para a turma. O aluno poderia gravar exercícios orais de forma que ele pudesse ser avaliado sem o “stress” de ficar diante da turma.

Você deve ter em mente que o aluno com ST está tão frustrado quanto você a respeito da natureza incômoda dos tiques. O professor, se tornar-se um aliado dessa criança e ajudá-la a lidar com este distúrbio, juntamente com a família e outros profissionais, pode tornar a vida acadêmica da criança com ST uma experiência enriquecedora.

Lidando com problemas de escrita

Uma percentagem significativa de crianças com a ST também possui problemas de integração visuo-motor. Portanto, tarefas que exijam que esses alunos visualizem, processem e escrevam também prejudica a cópia da lousa ou de um livro, a execução de longas tarefas escritas e a apresentação de trabalhos escritos. 

Algumas vezes, pode parecer que o aluno é preguiçoso ou “enrolador”, mas, na verdade, o esforço para colocar a tarefa no papel é massacrante para esses alunos.

Modifique as tarefas escritas permitindo que:

- A criança execute problemas alternados de uma página do livro de aritmética;

- A criança apresenta os seus trabalhos oralmente;

- Um familiar ou outro adulto atue como uma “secretária”, de modo que o aluno possa ditar suas ideias, para facilitar a formação de conceitos. É bom concentrar-se no que a criança aprendeu e não na quantidade de trabalho escrito produzido.

Já que o aluno com problemas visuo-motores pode não conseguir escrever rapidamente e, portanto, deixar de anotar informações importantes, designe um colega de turma que utilize papel carbono para fazer cópias de anotações e de deveres de casa. Este colega deve ser um aluno confiável. Aja discretamente a fim de que a criança com a ST não se sinta ainda mais diferente.

Se a sua escola tem provas com sistema computadorizado de pontuação, permita que o aluno escreva na própria folha de prova. Esta medida evita notas baixas causadas pela confusão visual que pode ocorrer quando do preenchimento do cartão de respostas.

Dê, sempre que possível, tanto tempo quanto necessário para a execução de provas. Mais uma vez, avalie a necessidade de dar provas em outra sala, no sentido de evitar problemas como, por exemplo, distração para o resto da turma.

Aluno com problemas visuo-motores geralmente apresentam erros de ortografia. Não considere esses erros e o encoraje  a reler o texto produzido. Avalie a caligrafia baseando-se no esforço do aluno.

Alunos com ST apresentam dificuldades especiais para a execução de exercícios escritos de matemática e física. Eles podem ser auxiliados pelo uso de papel milimetrado com quadros grandes ou com papel pautado comum, colocado de lado, a fim de formar colunas para o cálculo. O professor também pode permitir o uso de calculadoras para cálculos simples.

Estas medidas podem representar a diferença entre um aluno motivado, bem-sucedido, e um aluno que se sente um fracasso, que começará a evitar as tarefas escolares por nunca conseguir bons resultados.

Lidando com problemas de linguagem

Algumas crianças com ST têm sintomas que afetam a linguagem. Há dois tipos de problemas: os que são comuns a outras crianças e aqueles especificamente associados aos tiques da ST.

As seguintes medidas pode ser úteis ao lidar com problemas de processamento de linguagem relacionados a dificuldades gerais de aprendizagem:

- Forneça tanto informação visual quanto auditiva sempre que possível. O aluno poderia receber informações escritas e orais ou uma cópia do roteiro de aula enquanto ouve as instruções. Gráficos e gravuras que ilustrem o texto também ajudam bastante;

- Dê instruções em uma ou duas etapas de cada vez. Quando possível, peça ao aluno para repetir as instruções para você. Em seguida, faça com que o aluno complete um ou dois itens e verifique se ele os fez adequadamente;

- Se você perceber o aluno resmungando enquanto trabalha, sugira a ele que sente em um lugar onde não incomodará os outros. Algumas vezes, a repetição de instruções ou informações em voz baixa ajuda estes alunos a entenderem e lembrarem a tarefa, bem como a organizarem o raciocínio.

Entre os problemas de linguagem característicos da criança com ST, encontra-se a repetição de suas próprias palavras ou de outra pessoa. Estes sintomas pode parecer gagueira, mas na verdade há omissão de palavras ou expressões. 

Outros alunos podem se aproveitar deste problema, sussurrando ou dizendo coisas inapropriadas de forma que a criança com ST involuntariamente as repita e “entre numa fria”. Você deve estar atento a este problema.

- Faça com que o aluno tenha um pequeno intervalo ou mude para outra tarefa;

- Dê a criança um cartão com uma “janela” cortada que deixe ver uma só palavra de cada vez. O aluno desliza a janela pela linha que está lendo de modo que a palavra anterior é coberta e as chances de ficar “preso” a uma palavra diminuam;

- Faça com que o aluno use lápis ou caneta sem borracha e permita que o aluno complete o exercício oralmente;

A sua capacidade em ser flexível, como educador, pode fazer toda a diferença do mundo.


Lidando com problemas de atenção


Além das dificuldades de aprendizagem, muitas crianças com ST possuem graus variáveis do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Como mencionamos anteriormente, o tratamento médico deste problema em crianças com  ST é complicado.


As sugestões que se seguem podem ser úteis ao aluno com  ST e problemas de atenção:

- Coloque a criança sentada na primeira fileira, em frente ao professor, com o intuito de minimizar a distração causada pelas outras crianças;

- Evite colocar a criança sentada perto de janelas, portas ou outras fontes de distração;

- O aluno deve trabalhar intensamente durante curtos períodos de tempo, com intervalos para ajudar o professor em alguma atividade ou simplesmente ficar em seu assento;

- Mude as tarefas com freqüência. Por exemplo, passe alguns problemas de matemática, depois mude para caligrafia, etc.;

- Combine a execução de tarefas com antecedência. Um número específico de problemas deve ser resolvido dentro de um tempo pré-determinado. Seja realista: alunos com problemas de atenção não podem fazer duas ou mais atividades independentes ao mesmo tempo. Exercícios curtos com verificações freqüentes são mais eficientes.

Com uma criança mais jovem, uma atitude simples, como colocar a sua mão no ombro dela, pode ser útil como um lembrete para manter a atenção no que está sendo dito.

Educar uma criança com ST pode proporcionar desafios interessantes. Quanto mais você conhece e entende o distúrbio, mais capaz você será de ajudar o desenvolvimento desta criança. 

Crianças com a ST que conseguem se sentir confortáveis com seus professores e colegas brilham na escola e se tornam indivíduos capazes de desenvolver seus talentos e prestar uma contribuição positiva à sociedade. 

Conhecimento, apoio, paciência, flexibilidade e carinho são os melhores presentes que um professor pode dar a uma criança com ST.

Fonte: blog Nossas Vidas com Tourette

quinta-feira, 4 de abril de 2013

CONFIRA ALGUNS NÚMEROS INTERESSANTES


A prevalência da síndrome de Tourette está estimada a 1 em 100 na população geral, ou seja, não é uma doença rara. A clínica começa durante a infância e desenvolve-se numa sucessão de períodos de agravamento relativo e remissão dos tics. A maioria dos doentes demonstra melhoria no fim da adolescência, mas os sintomas podem persistir na vida adulta - aproximadamente um terço dos doentes.

Em 80% dos casos, os tics motores são a manifestação inicial da síndrome. Eles incluem piscar, franzir a testa, contrair os músculos da face, balançar a cabeça, contrair em trancos os músculos abdominais ou outros grupos musculares, além de movimentos mais complexos que parecem propositais, como tocar ou bater nos objetos próximos.

São típicos dos tics vocais os ruídos não articulados, tais como tossir, fungar ou limpar a garganta, e outros em que ocorre emissão parcial ou completa de palavras.

Em menos de 50% dos casos, estão presentes o uso involuntário de palavras chulas (coprolalia), gestos obscenos (copropraxia), formulação de insultos,  repetição de um som, palavra ou frase dita por outra pessoa (ecolalia).

Fonte: Dr. Drauzio Varella

terça-feira, 2 de abril de 2013

TIPOS DE TIQUES


A identificação dos tics motores que são característicos da síndrome de Tourette deve ser avaliada segundo as classificações de acordo com o grupamento muscular envolvido.

Os tics motores simples caracterizam-se por movimentos abruptos, repetidos e sem propósito, envolvendo contrações de grupos musculares funcionalmente relacionados (por exemplo, piscar os olhos e movimentos de torção de nariz e boca).

Os tics motores complexos são mais lentos, envolvem grupos musculares não relacionados funcionalmente e parecem propositais. Incluem imitação de gestos realizados por outros, sejam eles comuns (ecocinese) ou obscenos (ecopraxia) e a realização de gestos obscenos (copropraxia). São freqüentemente observados compulsões e gestos balizados, simétricos ou  movimentos violentos, como arremesso de objetos.

Os tics vocais simples incluem, comumente, coçar a garganta e fungar, enquanto que os tiques vocais complexos compreendem o uso involuntário ou inapropriado de palavras chulas ou obscenas (coprolalia), repetição de palavras ou frases (palilalia) e repetição involuntária das frases (ecolalia).