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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

TESTE: VOCÊ TEM TDAH?

Psiquiatra mineiro Galeno Alvarenga disponibiliza em seu site um teste simples, de assinalar, pra identificar se o indivíduo possui transtorno do déficit de atenção e hiperatividade e, em caso positivo, em que grau. Se você tem dúvidas a respeito de si ou de algum familiar, clique aqui pra conferir.

COISAS QUE VOCÊ QUERIA SABER, MAS NÃO TINHA A QUEM PERGUNTAR

Pergunta - É verdade que TOC não tem cura?

Não é verdade. A maioria das pessoas toma a medicação por alguns anos e para. Alguns precisam por muitos anos mas vivem de forma absolutamente normal sem ter nenhuma limitação ou sintoma. Mais ou menos como um óculos, a gente precisa usar todos os dias, gostando ou não, porque com óculos vivemos melhor. Não deixa de ser a cura de um problema. Mesmo que a pessoa esteja completamente livre dos sintomas, raramente vai tomar o remédio menos que dois anos.

P - Sofro de depressão com sintomas obsessivos, ansiedade e pânico e gostaria de saber se esse meu problema pode evoluir para esquizofrenia?

A resposta para 99,999999% dos casos é não.

P - Penso constantemente que estou sendo seguida por alguém. Tenho pânico de andar de avião. O simples pensamento desta hipótese me tira o sono. Tenho pensamentos que às vezes me desligam da realidade e me sinto como se vivesse um mundo à parte desse que vivo, com pessoas diferentes. Por que isto ocorre?

São pensamentos obsessivos acompanhados de uma ansiedade muito grande que quase chegam a ser um ataque de pânico. Esse "desligamento da realidade" se chama desrealização. Tratamento geralmente super rápido e simples.

P - Tenho 39 anos e nunca apresentei nenhum sintoma próximo a depressão. Mês passado tive assim, no meio do nada, uma crise de pânico. O que eu tenho? Pode ser TOC? Que tipo de tratamento devo fazer?

Pânico é pânico, transtorno obsessivo-compulsivo é transtorno obsessivo-compulsivo. TOC pode ter ataques de pânico, mas não costuma começar aos 39 anos. Sem diagnóstico exato, não há como saber o tratamento necessário.

P - Desde os 12 ou 13 anos, conheci a masturbação e os vídeos eróticos. Hoje tenho 35 e sou casado. No princípio era algo incrível que me dava muito prazer, porém agora me sinto escravo disto pois tenho me isolado e não tenho forças para largar este vício. O que devo fazer?

Provavelmente uma terapia e um tratamento para TOC.

P - Meu filho de 14 anos tem problemas de tic e vem fazendo tratamento há alguns anos sem nenhum progresso. No início, ele fazia apenas movimentos com a boca e balançava a cabeça; nos últimos meses ele vem emitindo sons, como se fossem gemidos, e embora com medicamentos, não consegue ter nenhum domínio. Gostaria de saber que tipo de doença é esta.

Pode ser uma síndrome de Tourette. O tratamento é feito com neurolépticos. Um deles é o Haldol. Mas muitas vezes precisa tentar vários até achar o ideal daquela pessoa. O tratamento pode acabar com todos os sintomas; às vezes não acaba com todos. Com certeza ele irá precisar de medicação por alguns anos.

P - Toda pessoa que tem algum tipo de idéia fixa, preocupações e pensamentos fixos que não sai da cabeça sofre de TOC?

Não.

P - É normal pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo ficarem na dúvida se têm ou não a doença?

Sim, é comum. A pessoa acaba achando que as "manias" são apenas "manias" e não percebe que passa horas do dia obedecendo aos rituais ou pensamentos. Além do mais, os leigos não consegue imaginar que gestos e pensamentos possam ser problemas químicos e tratáveis.

P - Gasto compulsivamente, sei que não tenho dinheiro, mas mesmo assim compro sem parar, gasto sem controle. O que isso pode ser?

Isso deve ser tratado não só com terapia, mas também com remédio, como qualquer distúrbio obsessivo-compulsivo. Demora alguns meses mas passa.

P - Meu marido é um "comedor de unha" compulsivo. Ele diz ter esta "mania" desde criança. Gostaria muito de ajudá-lo, pois ele detesta este vício. Não sei se este caso é para psiquiatria.

Roer unhas pode ser tratado como qualquer fenômeno obsessivo e como na maioria deles, cerca de 50 a 60 % das pessoas tratadas melhoram. Mas também pode ser apenas ansiedade. É preciso ir mais fundo para se ter um diagnóstico correto.

P - Tenho tics desde pequena. Como posso me ver livre deles sem precisar recorrer a um psicoterapeuta?

Tics são tratados com remédios, não com psicoterapia.

P - Desde criança tenho atração pelo cheiro de sabão e sabonete. Lembro-me de ter mastigado lápis de cera, porém sabonete não tinha tido coragem até agora. O que é isto?

Pode ser uma doença chamada síndrome de Pica, muito rara e de tratamento muito difícil.

P - Existem tratamento alternativos para TOC?

Não, e cuidado para não perder meses com tratamentos alternativos.

P - Frequentemente sinto-me deprimida por achar que estou fedendo. Confesso que fiquei um pouco paranóica por causa disso. Isso é uma fobia?

Existe um quadro clínico chamado de dismorfofobia. Pode ser isto. Procure um psiquiatra.

P - Tenho ciúme doentio da minha namorada. Isto é doença?

É mais provável ser ciúme patológico dentro de um quadro de TOC. Provavelmente algum neuroléptico mais uma psicoterapia irão ajudar muito.

Fonte: Mentalhelp

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

NOVA DROGA PARA TRATAMENTO DE ST É TESTADA


O laboratório Psyadon Pharmaceuticals Inc., dos Estados Unidos, anunciou que está trabalhando em um ensaio clínico para determinar a eficácia potencial de uma droga nova chamada ecopipam pra controlar os sintomas neurológicos da síndrome de Tourette.

Experimentos em animais sugerem que a droga, que pertence a uma classe de agentes referidos como antagonistas da dopamina D1, interage com as células nervosas e dos sistemas no cérebro que contribuem para o desenvolvimento de tiques e outros sintomas em ST.

Já está em andamento a segunda fase do ensaio clínico para examinar a capacidade do ecopipam tanto pra reduzir a gravidade dos tiques quanto pra determinar sua segurança em indivíduos adultos. Deve se estender até 2012.

Vários medicamentos são prescritos por médicos para o tratamento da Tourette, mas apenas dois - pimozida e haloperidol - são aprovados pelo Food and Drugs Administration (FDA, órgão responsável pelo controle de medicamentos nos EUA) para o tratamento da doença.

Fonte: Newsmedical.net

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O PORTADOR DE TOC MAIS FAMOSO DO BRASIL


Quem tem assistido aos shows de Roberto Carlos, nos últimos tempos, se surpreende com sua atuação no palco. Roberto está visivelmente mais à vontade e alegre. Canta músicas que havia riscado do repertório por conterem palavras que considerava tabu, como "mentira" e "maldade".

Parece um novo Roberto Carlos – e é mesmo. Tudo porque ele vem se submetendo a sessões de terapia cognitivo-comportamental para se livrar de um distúrbio psicológico que o acomete há mais de uma década, mas que só agora ele resolveu combater – o transtorno obsessivo-compulsivo, ou TOC.

Trata-se de um distúrbio que se manifesta por meio de uma série de excentricidades e manias cultivadas no cotidiano. No caso de Roberto, por exemplo, tornaram-se famosas manias como sair de um ambiente pela mesma porta pela qual entrou, não usar nada de cor marrom, evitar palavras de conotação negativa e jamais assinar documentos na fase minguante da Lua.

Na entrevista a seguir, ele conta como estão se dando essas transformações.

Quando você soube que sofria de transtorno obsessivo-compulsivo, distúrbio conhecido pela sigla TOC?

Há quase dez anos. A princípio, pensei que pudesse me curar sozinho. Tentei fazê-lo com a ajuda de um livro que fala do assunto. Mas logo vi que o transtorno obsessivo-compulsivo é algo muito mais sério do que em geral se imagina.

Que sintomas levaram ao diagnóstico?

Minhas manias e superstições. Todo mundo tem algumas maniazinhas, como sentar no mesmo banco quando vai à igreja, por exemplo, e não fica chateado quando o banco está ocupado. Mas minhas manias estavam me incomodando. Já consegui me livrar de algumas delas. Também confundia alguns sintomas do TOC com superstições. Hoje, vejo que não sou tão supersticioso assim. Minhas superstições até que são bastante comuns, muita gente também as tem.

O que o fez procurar tratamento?

Fiquei sabendo do caso grave de TOC de Luciana Vendramini. Depois disso, cheguei a conversar com ela sobre o assunto. Já sentia vontade de fazer tratamento e fiquei animado com o que ouvi dela. Resolvi que era hora de procurar a cura. Há algum tempo estou fazendo terapia cognitiva-comportamental. Submeto-me a sessões de uma hora, duas vezes por semana. A autocura é possível, mas é muito difícil. Bom mesmo é ter um terapeuta cuidando de cada aspecto do transtorno. Hoje já existem muitos terapeutas especializados em TOC. É um distúrbio que atinge, em diferentes níveis, 3% da população brasileira.

Você toma remédios para combater o TOC?

Não. No meu caso, em que não há sintomas graves, como ficar horas parado no mesmo lugar, não me foram receitados remédios. A cura pode demorar um pouquinho mais sem eles, mas é possível. Estou me curando apenas através da conversa com a terapeuta. A cura depende muito da vontade do paciente. Tem de ter coragem, disposição, empenho.

Qual a reação das pessoas quando sabem que você sofre de TOC?

É incrível, mas o TOC às vezes é tratado até como uma coisa engraçada. Há quem diga "Para com isso, rapaz. Que bobagem!". No filme Melhor É Impossível, em que o personagem de Jack Nicholson sofre de TOC, o transtorno também é mostrado de forma meio cômica. Mas não é nada disso. O TOC é uma coisa muito séria, que perturba muito. Quem o tem deve procurar um terapeuta o mais rápido possível.

Por que você demorou para procurar um terapeuta?

Gostaria de tê-lo feito antes. Teria sido bom para mim. Mas, de qualquer maneira, sinto que estou melhor a cada dia que passa. Estou um pouco mais solto.

Fonte: Revista Veja

"EU TINHA QUE SAIR PELA PORTA EM QUE ENTREI"

Neste vídeo, extraído de uma entrevista ao Programa do Jô, o rei Roberto Carlos conta, de maneira muito descontraída, sua experiência com o TOC. Repare como ele mexe os ombros, dando pistas de que ele também sofre de ST:

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

PALESTRA SOBRE TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO

Recebemos do dr. Marcelo Basso de Souza, supervisor do PROTAN (Programa de Transtornos de Ansiedade) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, a informação de que neste sábado, às 9 horas, haverá uma palestra gratuita e aberta lá no HCPA sobre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).

Pra quem quiser saber mais a respeito da doença, que pode ocorrer como comorbidade da síndrome de Tourette, é imperdível. O dr. Marcelo também coordena a Associação Gaúcha de TOC (AGATOC), ligada à ASTOC.

O Hospital de Clínicas fica na rua Ramiro Barcelos, bairro Bom Fim. Nós estaremos lá.

CLIC CONQUISTA MAIS UMA PARCERIA


A Associação de Familiares, Amigos e Pessoas Portadoras de Transtorno Obsessivo-Compulsivo do Rio de Janeiro (Riostoc) incluiu o Clic Nervoso e o blog Nossas Vidas com Tourette, da querida amiga Daniela Torres, entre seus links de leitura recomendada. Essa nova parceria vem se somar a várias outras, tão valiosas quanto, que nos gratifica porque ajuda a engrandecer nossa cruzada em favor da divulgação da ST, visando torná-la uma doença "pop".

Conheça a valorosa missão da Riostoc:

a) Dirigir grupos de apoio e outros serviços para ajudar as pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Síndrome de Tourette e seus familiares, para que possam suportar os problemas decorrentes das enfermidades;

b) Orientar e apoiar os pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Síndrome de Tourette e seus familiares fornecendo informações quanto à terapêutica adequada;

c) Organizar reuniões com os familiares, amigos e pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Síndrome de Tourette, para discutir problemas comuns e oferecer apoio mútuo;

d) Distribuir material didático sobre Síndrome de Tourette e Transtorno Obsessivo-Compulsivo em conferências, para acrescentar conhecimentos e sensibilizar profissionais de saúde;

e) Manter cadastro atualizado das pessoas com Síndrome de Tourette e Transtorno Obsessivo-Compulsivo;

f) Organizar trabalhos e simpósios para pesquisadores, médicos e outros profissionais que trabalham no campo da Síndrome de Tourette e Transtorno Obsessivo-Compulsivo;

g) Esclarecer as famílias de pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Síndrome de Tourette em situações de crise, informando sobre serviços de referência;

h) Estabelecer convênios, parcerias e associações com instituições científicas, acadêmicas, órgãos públicos e/ou entidades afins;

i) Ajudar pacientes e familiares na identificação do Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Síndrome de Tourette, indicando e sugerindo locais para o tratamento adequado;

j) Emitir publicações periódicas com boletins atualizados dos mais recentes meios de tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Síndrome de Tourette e suas técnicas, divulgando programas de pesquisa e descobertas científicas.

Uma de nossas metas é incentivar a criação um grupo semelhante no Rio Grande do Sul. Pode até demorar, mas não desistiremos! :-D

BUSCA DE TRATAMENTO OU CURA NÃO PARA

Recentemente, o interesse dos pesquisadores de doenças neurológicas, em especial a Tourette, tem se voltado ao estudo sobre os mecanismos pelos quais o distúrbio se transmite de uma geração a outra. A meta é localizar o marcador genético da ST.

Um grupo cooperativo internacional de cientistas formou uma rede única que compartilha e executa um trabalho de pesquisa conjunta sobre a genética da Tourette. Informação científica adicional será obtida a partir de estudos de grandes famílias com numerosos membros afetados pela patologia.

Ao mesmo tempo, os investigadores continuam a estudar grupos específicos de neurotransmissores para entender melhor a síndrome e desenvolver tratamentos novos e aperfeiçoados. Outra linha de investigação é a identificação de subgrupos dentro da ST.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

BRAD COHEN ENVIA MENSAGEM AOS TOURÉTTICOS BRASILEIROS!


O professor Brad Cohen é um ícone pra todos os portadores de Tourette no mundo. Seu livro autobiográfico "O Líder da Classe" (Front of the Class) foi transformado em filme pela rede de TV CBS em 2008 e, ambos, fizeram e ainda fazem grande sucesso (procure postagem sobre o filme e link pra download, mais abaixo).

Brad criou uma fundação com seu nome pra ajudar os portadores de ST a terem uma vida melhor. Exatamente a proposta deste blog, ainda que, no nosso caso, de forma bem mais modesta.

Pois entramos em contato com ele, por e-mail. E não é que ele nos respondeu, dizendo que viu e gostou do Clic? E mais: ainda mandou uma mensagem a todos os tourétticos brasileiros! Olha que legal! :-D





Olá, amigos!

Viver com a síndrome de Tourette nunca foi fácil, mas com uma atitude positiva você também pode encontrar o sucesso e seguir o seu sonho. As pessoas não acreditavam em mim e não queriam me dar uma chance, mas eu decidi provar-lhes que estava tudo errado e mostrar-lhes que eu poderia ser o professor que nunca tive. O meu livro e o filme, Front of  the Class, lembra às pessoas com ST para nunca desistirem. Espero que minha história continue a inspirar outros a serem o melhor que podem ser, apesar de ser um desafio na vida. 

Continue fazendo o grande trabalho que você faz.

Saúde

Brad

O QUE JÁ SE SABE


Estudos com ressonância magnética cerebral mostraram que há alterações em algumas estruturas cerebrais, conhecidas como gânglios da base e corpo caloso, de portadores da síndrome. Tomografias de maior precisão, que funcionam à base da emissão de partículas subatômicas (pósitrons e fótons), revelaram que esses pacientes, em geral, apresentam menor atividade em algumas regiões do cérebro, chamadas córtex frontal e temporal, cíngulo, estriado e tálamo.

Inúmeras pesquisas sugerem que a síndrome de Tourette seja influenciada por um substrato neuroquímico. A principal teoria dessa linha é que, nos portadores do transtorno, há uma atividade maior da dopamina, uma substância que auxilia na transmissão dos impulsos nervosos de um neurônio para outro. Medicamentos que inibem a ação da dopamina reduzem a intensidade e freqüência dos tics, enquanto drogas que estimulam sua atividade causam exacerbação das manifestações.

A incidência da síndrome é maior no sexo masculino. Por isso, acredita-se que os tics estejam relacionados a influência dos hormônios masculinos sobre o sistema nervoso central. Há relatos de exacerbação dos sintomas associada ao uso exagerado de esteróides androgênicos, anabolizantes que aumentam a massa muscular. Em outros casos, os tics intensificam-se no período pré-menstrual, o que demonstra uma relação do problema com o equilíbrio hormonal.

Alguns pesquisadores também sugerem que há uma relação entre os tiques e outros transtornos e anticorpos que atacam o cérebro (antineurais), produzidos pelo organismo para combater infecções causadas por estreptococos. Essa teoria baseia-se no fato de que algumas pessoas começam a apresentar tiques ou pioram seu estado depois de sofrerem infecções de garganta.

Estudos realizados no Projeto Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo (Protoc), do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, mostraram que a febre reumática, uma complicação posterior à infecção de garganta que está associada a alterações imunológicas, pode aumentar a chance de se ter síndrome de Tourette tanto nos pacientes como em seus familiares.