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quinta-feira, 11 de abril de 2013
A IMPAGÁVEL MARQUESA DE DAMPIERRE
A aristocracia francesa do século XIX conviveu com uma personagem ímpar: a marquesa de Dampierre. Ela impressionava a todos pela inteligência e ousadia. Com sua oratória fácil e intensa, costumava rechear seus discursos sobre as artes do país com palavras tão elegantes quanto “merda” e “porco imundo”.
“Mudava bruscamente seu comportamento. Latia e dizia obscenidades. Parecia possuída pelo diabo”, escreveu o neurologista Jean Itard em 1825, sobre a marquesa. Foi a primeira descrição dessa síndrome estranha. Gilles de la Tourette só entraria em cena no final do século.
Naquela época, considerava-se que a coprolalia (o impulso de dizer palavrões) era seu sintoma mais comum. Hoje, já se sabe que ela é rara.
A aristocrata morreu aos 86 anos. Até o fim da vida, seguiu falando toda espécie de impropérios, sem jamais imaginar que entraria para a história da medicina por isto. E que não era uma desbocada contumaz, mas apenas uma pessoa doente.
Com informações da revista Superinteressante
terça-feira, 9 de abril de 2013
GUIA PARA PROFESSORES SOBRE A SÍNDROME DE TOURETTE
É possível que você nunca tenha ouvido falar em síndrome de Tourette.
Entretanto, esta síndrome engloba uma série de sintomas que podem afetar consideravelmente o desempenho de uma criança na escola, tanto em termos acadêmicos quanto em nível de comportamento. Portanto, torna-se importante que você saiba um pouco sobre o problema.
A sua motivação em tomar conhecimento da síndrome de Tourette através deste guia já representa um grande passo no objetivo de ajudar ao máximo a criança portadora desta patologia.
Os pais, a criança, os profissionais médicos e paramédicos e, especialmente, os professores, todos trabalhando em equipe, podem assegurar que as crianças com este distúrbio atinjam todo o seu potencial.
Para muitos alunos, o único aspecto da ST a se tornar evidente na sala de aula são os tiques. A reação do professor a esses cacoetes se reveste de uma grande importância. O professor e outros membros da equipe pedagógica são os adultos mais frequentemente envolvidos com a vida de um aluno com a ST.
Dicas para a sala de aula
Em alguns casos os cacoetes e ruídos podem atrapalhar a aula. É importante lembrar que eles ocorrem involuntariamente. A criança com a ST que é chamada atenção devido aos seus sintomas torna-se muitas vezes hostil em relação à autoridade e fica receosa em relação à escola. Além disto, você estará servindo de modelo para a reação das outras crianças da turma. Se o professor não for tolerante, os outros na sala sentirão liberdade para ridicularizar a criança com a ST.
Dê à criança oportunidades para pequenos intervalos fora da sala de aula. Alguns alunos com a ST querem - e conseguem - suprimir seus tiques durante um curto tempo, porém há necessidade de descarregá-los devido a um aumento da tensão emocional. Um intervalo em um lugar reservado, a fim de relaxar e liberar os tiques, pode muitas vezes reduzir os sintomas na sala de aula. Esses pequenos intervalos podem aumentar a capacidade de concentração da criança, já que ela não estará usando toda a sua energia na supressão dos tiques.
Permita, se necessário, que o aluno com a ST faça provas em um local reservado para que não haja gasto de energia emocional na contenção dos tiques. Trabalhe com outros alunos da turma e da escola a fim de ajudá-los a entender os tiques e a reduzir as implicâncias e ridicularizações.
Caso os cacoetes de uma criança se tornem muito incômodos, evite temporariamente que a criança se dirija em voz alta para a turma. O aluno poderia gravar exercícios orais de forma que ele pudesse ser avaliado sem o “stress” de ficar diante da turma.
Você deve ter em mente que o aluno com ST está tão frustrado quanto você a respeito da natureza incômoda dos tiques. O professor, se tornar-se um aliado dessa criança e ajudá-la a lidar com este distúrbio, juntamente com a família e outros profissionais, pode tornar a vida acadêmica da criança com ST uma experiência enriquecedora.
Lidando com problemas de escrita
Uma percentagem significativa de crianças com a ST também possui problemas de integração visuo-motor. Portanto, tarefas que exijam que esses alunos visualizem, processem e escrevam também prejudica a cópia da lousa ou de um livro, a execução de longas tarefas escritas e a apresentação de trabalhos escritos.
Algumas vezes, pode parecer que o aluno é preguiçoso ou “enrolador”, mas, na verdade, o esforço para colocar a tarefa no papel é massacrante para esses alunos.
Modifique as tarefas escritas permitindo que:
- A criança execute problemas alternados de uma página do livro de aritmética;
- A criança apresenta os seus trabalhos oralmente;
- Um familiar ou outro adulto atue como uma “secretária”, de modo que o aluno possa ditar suas ideias, para facilitar a formação de conceitos. É bom concentrar-se no que a criança aprendeu e não na quantidade de trabalho escrito produzido.
Já que o aluno com problemas visuo-motores pode não conseguir escrever rapidamente e, portanto, deixar de anotar informações importantes, designe um colega de turma que utilize papel carbono para fazer cópias de anotações e de deveres de casa. Este colega deve ser um aluno confiável. Aja discretamente a fim de que a criança com a ST não se sinta ainda mais diferente.
Se a sua escola tem provas com sistema computadorizado de pontuação, permita que o aluno escreva na própria folha de prova. Esta medida evita notas baixas causadas pela confusão visual que pode ocorrer quando do preenchimento do cartão de respostas.
Dê, sempre que possível, tanto tempo quanto necessário para a execução de provas. Mais uma vez, avalie a necessidade de dar provas em outra sala, no sentido de evitar problemas como, por exemplo, distração para o resto da turma.
Aluno com problemas visuo-motores geralmente apresentam erros de ortografia. Não considere esses erros e o encoraje a reler o texto produzido. Avalie a caligrafia baseando-se no esforço do aluno.
Alunos com ST apresentam dificuldades especiais para a execução de exercícios escritos de matemática e física. Eles podem ser auxiliados pelo uso de papel milimetrado com quadros grandes ou com papel pautado comum, colocado de lado, a fim de formar colunas para o cálculo. O professor também pode permitir o uso de calculadoras para cálculos simples.
Estas medidas podem representar a diferença entre um aluno motivado, bem-sucedido, e um aluno que se sente um fracasso, que começará a evitar as tarefas escolares por nunca conseguir bons resultados.
Lidando com problemas de linguagem
Algumas crianças com ST têm sintomas que afetam a linguagem. Há dois tipos de problemas: os que são comuns a outras crianças e aqueles especificamente associados aos tiques da ST.
As seguintes medidas pode ser úteis ao lidar com problemas de processamento de linguagem relacionados a dificuldades gerais de aprendizagem:
- Forneça tanto informação visual quanto auditiva sempre que possível. O aluno poderia receber informações escritas e orais ou uma cópia do roteiro de aula enquanto ouve as instruções. Gráficos e gravuras que ilustrem o texto também ajudam bastante;
- Dê instruções em uma ou duas etapas de cada vez. Quando possível, peça ao aluno para repetir as instruções para você. Em seguida, faça com que o aluno complete um ou dois itens e verifique se ele os fez adequadamente;
- Se você perceber o aluno resmungando enquanto trabalha, sugira a ele que sente em um lugar onde não incomodará os outros. Algumas vezes, a repetição de instruções ou informações em voz baixa ajuda estes alunos a entenderem e lembrarem a tarefa, bem como a organizarem o raciocínio.
Entre os problemas de linguagem característicos da criança com ST, encontra-se a repetição de suas próprias palavras ou de outra pessoa. Estes sintomas pode parecer gagueira, mas na verdade há omissão de palavras ou expressões.
Outros alunos podem se aproveitar deste problema, sussurrando ou dizendo coisas inapropriadas de forma que a criança com ST involuntariamente as repita e “entre numa fria”. Você deve estar atento a este problema.
- Faça com que o aluno tenha um pequeno intervalo ou mude para outra tarefa;
- Dê a criança um cartão com uma “janela” cortada que deixe ver uma só palavra de cada vez. O aluno desliza a janela pela linha que está lendo de modo que a palavra anterior é coberta e as chances de ficar “preso” a uma palavra diminuam;
- Faça com que o aluno use lápis ou caneta sem borracha e permita que o aluno complete o exercício oralmente;
A sua capacidade em ser flexível, como educador, pode fazer toda a diferença do mundo.
As sugestões que se seguem podem ser úteis ao aluno com ST e problemas de atenção:
- Coloque a criança sentada na primeira fileira, em frente ao professor, com o intuito de minimizar a distração causada pelas outras crianças;
- Evite colocar a criança sentada perto de janelas, portas ou outras fontes de distração;
- O aluno deve trabalhar intensamente durante curtos períodos de tempo, com intervalos para ajudar o professor em alguma atividade ou simplesmente ficar em seu assento;
Lidando com problemas de atenção
Além das dificuldades de aprendizagem, muitas crianças com ST possuem graus variáveis do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Como mencionamos anteriormente, o tratamento médico deste problema em crianças com ST é complicado.
As sugestões que se seguem podem ser úteis ao aluno com ST e problemas de atenção:
- Coloque a criança sentada na primeira fileira, em frente ao professor, com o intuito de minimizar a distração causada pelas outras crianças;
- Evite colocar a criança sentada perto de janelas, portas ou outras fontes de distração;
- O aluno deve trabalhar intensamente durante curtos períodos de tempo, com intervalos para ajudar o professor em alguma atividade ou simplesmente ficar em seu assento;
- Mude as tarefas com freqüência. Por exemplo, passe alguns problemas de matemática, depois mude para caligrafia, etc.;
- Combine a execução de tarefas com antecedência. Um número específico de problemas deve ser resolvido dentro de um tempo pré-determinado. Seja realista: alunos com problemas de atenção não podem fazer duas ou mais atividades independentes ao mesmo tempo. Exercícios curtos com verificações freqüentes são mais eficientes.
Com uma criança mais jovem, uma atitude simples, como colocar a sua mão no ombro dela, pode ser útil como um lembrete para manter a atenção no que está sendo dito.
Educar uma criança com ST pode proporcionar desafios interessantes. Quanto mais você conhece e entende o distúrbio, mais capaz você será de ajudar o desenvolvimento desta criança.
Crianças com a ST que conseguem se sentir confortáveis com seus professores e colegas brilham na escola e se tornam indivíduos capazes de desenvolver seus talentos e prestar uma contribuição positiva à sociedade.
Conhecimento, apoio, paciência, flexibilidade e carinho são os melhores presentes que um professor pode dar a uma criança com ST.
Fonte: blog Nossas Vidas com Tourette
quinta-feira, 4 de abril de 2013
CONFIRA ALGUNS NÚMEROS INTERESSANTES
A prevalência da síndrome de Tourette está estimada a 1 em 100 na população geral, ou seja, não é uma doença rara. A clínica começa durante a infância e desenvolve-se numa sucessão de períodos de agravamento relativo e remissão dos tics. A maioria dos doentes demonstra melhoria no fim da adolescência, mas os sintomas podem persistir na vida adulta - aproximadamente um terço dos doentes.
Em 80% dos casos, os tics motores são a manifestação inicial da síndrome. Eles incluem piscar, franzir a testa, contrair os músculos da face, balançar a cabeça, contrair em trancos os músculos abdominais ou outros grupos musculares, além de movimentos mais complexos que parecem propositais, como tocar ou bater nos objetos próximos.
São típicos dos tics vocais os ruídos não articulados, tais como tossir, fungar ou limpar a garganta, e outros em que ocorre emissão parcial ou completa de palavras.
Em menos de 50% dos casos, estão presentes o uso involuntário de palavras chulas (coprolalia), gestos obscenos (copropraxia), formulação de insultos, repetição de um som, palavra ou frase dita por outra pessoa (ecolalia).
Fonte: Dr. Drauzio Varella
terça-feira, 2 de abril de 2013
TIPOS DE TIQUES
A identificação dos tics motores que são característicos da síndrome de Tourette deve ser avaliada segundo as classificações de acordo com o grupamento muscular envolvido.
Os tics motores simples caracterizam-se por movimentos abruptos, repetidos e sem propósito, envolvendo contrações de grupos musculares funcionalmente relacionados (por exemplo, piscar os olhos e movimentos de torção de nariz e boca).
Os tics motores complexos são mais lentos, envolvem grupos musculares não relacionados funcionalmente e parecem propositais. Incluem imitação de gestos realizados por outros, sejam eles comuns (ecocinese) ou obscenos (ecopraxia) e a realização de gestos obscenos (copropraxia). São freqüentemente observados compulsões e gestos balizados, simétricos ou movimentos violentos, como arremesso de objetos.
Os tics vocais simples incluem, comumente, coçar a garganta e fungar, enquanto que os tiques vocais complexos compreendem o uso involuntário ou inapropriado de palavras chulas ou obscenas (coprolalia), repetição de palavras ou frases (palilalia) e repetição involuntária das frases (ecolalia).
quinta-feira, 28 de março de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
UM POUCO SOBRE CORÉIA DE SYDENHAM
A coréia de Sydenham é uma das maiores manifestações clínicas da febre reumática. É uma complicação tardia e não supurativa de infecções das vias aéreas superiores por estreptococos beta-hemolíticos do grupo A, que caracteriza-se por lesões inflamatórias, normalmente localizadas no tecido conjuntivo dos órgãos acometidos.
Dentre eles podem ser afetados o coração, as articulações, o sistema nervoso central, a pele e o tecido subcutâneo. Os movimentos espasmódicos incontroláveis surgem quando as lesões comprometem os núcleos da base do sistema nervoso e suas conexões com a região límbica, lobo frontal e tálamo.
Esses movimentos involuntários têm a característica de serem rápidos, irregulares e sem finalidade dos membros, da face e/ou do tronco, geralmente associados à hipotonia e à diminuição da força muscular. Sua evolução é auto-limitada e sua duração pode variar de uma semana a dois anos. Entretanto são frequentes as suas recorrências.
O paciente geralmente apresenta movimentos rápidos, involuntários e esporádicos que diminuem drasticamente durante o sono. Tais movimentos podem afetar qualquer músculo, exceto a musculatura intrínseca dos olhos (reto superior, reto inferior, reto medial, reto lateral, oblíquo externo e oblíquo interno). Os trejeitos faciais (caretas) são comuns.
Nos casos leves, o paciente pode parecer desajeitado, com alguma dificuldade para vestir-se e alimentar-se. Nos casos graves, pode ser necessário protegê-lo para que não se machuque com os movimentos involuntários dos membros superiores e inferiores. A coréia pode cessar após 4 meses (de forma gradual), mas em alguns casos pode persistir por até 8 meses.
A coréia de Sydenham é própria da idade escolar, acometendo meninas numa proporção duas vezes maior do que a observada em meninos.
O haloperidol é tido como medicação de escolha no controle da incoordenação motora. A resposta terapêutica é muito varíavel entre os pacientes. A dose inicial usualmente preconizada é de 1 mg/dia, com incrementos (0,5 mg de 3/3 dias) até a melhora clínica. A dose máxima não deve exceder 4 mg/dia.
Fonte: Wikipedia
Dentre eles podem ser afetados o coração, as articulações, o sistema nervoso central, a pele e o tecido subcutâneo. Os movimentos espasmódicos incontroláveis surgem quando as lesões comprometem os núcleos da base do sistema nervoso e suas conexões com a região límbica, lobo frontal e tálamo.
Esses movimentos involuntários têm a característica de serem rápidos, irregulares e sem finalidade dos membros, da face e/ou do tronco, geralmente associados à hipotonia e à diminuição da força muscular. Sua evolução é auto-limitada e sua duração pode variar de uma semana a dois anos. Entretanto são frequentes as suas recorrências.
O paciente geralmente apresenta movimentos rápidos, involuntários e esporádicos que diminuem drasticamente durante o sono. Tais movimentos podem afetar qualquer músculo, exceto a musculatura intrínseca dos olhos (reto superior, reto inferior, reto medial, reto lateral, oblíquo externo e oblíquo interno). Os trejeitos faciais (caretas) são comuns.
Nos casos leves, o paciente pode parecer desajeitado, com alguma dificuldade para vestir-se e alimentar-se. Nos casos graves, pode ser necessário protegê-lo para que não se machuque com os movimentos involuntários dos membros superiores e inferiores. A coréia pode cessar após 4 meses (de forma gradual), mas em alguns casos pode persistir por até 8 meses.
Incidência
A coréia de Sydenham é própria da idade escolar, acometendo meninas numa proporção duas vezes maior do que a observada em meninos.
Tratamento
O haloperidol é tido como medicação de escolha no controle da incoordenação motora. A resposta terapêutica é muito varíavel entre os pacientes. A dose inicial usualmente preconizada é de 1 mg/dia, com incrementos (0,5 mg de 3/3 dias) até a melhora clínica. A dose máxima não deve exceder 4 mg/dia.
Fonte: Wikipedia
terça-feira, 19 de março de 2013
quinta-feira, 14 de março de 2013
GOLEIRO COM ST É PUNIDO POR ÁRBITRO NA INGLATERRA
Na Inglaterra, um goleiro de 14 anos foi suspenso e multado por xingar um árbitro. Nada mais justo, devem pensar vocês, leitores. Estaria tudo certo se não fosse por um detalhe: O jovem tem síndrome de Tourette.
A grosso modo, a síndrome de Tourette é um tipo de desordem neurológica que faz seu portador ter tiques, espasmos e/ou vocalizações repentinas – em outras palavras, neste caso, a pessoa não consegue controlar o que diz quando tem uma ‘crise’.
Após levar um gol, que causou a derrota de sua equipe, Owen Thompson soltou involuntariamente um palavrão direcionado ao árbitro (f…-se). Sem saber que o goleiro sofre de síndrome de Tourette, ele logo registrou o que houve e exigiu uma punição ao jogador.
Thompson foi suspenso por duas partidas e ainda levou uma multa de 25 libras (pouco mais de R$ 82), o que revoltou a mãe do goleiro. “A punição é ridícula. O futebol é realmente uma parte importante da vida dele”, disse Melanie.
O jovem também discordou da punição. “Não me parece justo. O futebol quase sempre suprime meus tiques, mas não posso controlá-los quando estou irritado ou estressado, que foi como o árbitro me deixou”, comentou Thompson, que ainda espera pela revisão do caso.
Fonte: UOL
terça-feira, 12 de março de 2013
UM POUCO SOBRE DISLEXIA
A dislexia é mais frequentemente caracterizada por dificuldade na aprendizagem da decodificação das palavras. Pessoas disléxicas apresentam dificuldades na associação do som à letra (o princípio do alfabeto). Também costumam trocar letras, por exemplo, b com d, ou mesmo escrevê-las na ordem inversa (ovóv ao invés de vovó).
Essa patologia, contudo, é um problema visual, envolvendo o processamento da escrita no cérebro, sendo comum também confundir a direita com a esquerda no sentido espacial. Esses sintomas podem coexistir ou mesmo confundir-se com características de vários outros factores de dificuldade de aprendizagem, tais como o TDAH, dispraxia, discalculia, e/ou disgrafia. Contudo, a dislexia e as desordens do déficit de atenção e hiperatividade não estão correlacionados com problemas de desenvolvimento.
Apesar de não haver um consenso dos cientistas sobre as causas da dislexia, pesquisas recentes apontam fortes evidências neurológicas. Vários pesquisadores sugerem uma origem genética. Outro fator que vem sendo estudado é a exposição do feto a doses exageradas de testosterona, hormônio masculino, durante a sua formação in-útero no ramo de estudos da teratologia. Nesse caso, a maior incidência da dislexia em pessoas do sexo masculino seria explicada por abortos naturais de fetos do sexo feminino durante a gestação.
É uma condição que se manifesta por toda a vida, não havendo cura. Em alguns casos, remédios e estratégias de compensação auxiliam os disléxicos a conviver e superar suas dificuldades com a linguagem escrita.
Pra saber mais, clique aqui.
Fonte: Wikipedia
Essa patologia, contudo, é um problema visual, envolvendo o processamento da escrita no cérebro, sendo comum também confundir a direita com a esquerda no sentido espacial. Esses sintomas podem coexistir ou mesmo confundir-se com características de vários outros factores de dificuldade de aprendizagem, tais como o TDAH, dispraxia, discalculia, e/ou disgrafia. Contudo, a dislexia e as desordens do déficit de atenção e hiperatividade não estão correlacionados com problemas de desenvolvimento.
Apesar de não haver um consenso dos cientistas sobre as causas da dislexia, pesquisas recentes apontam fortes evidências neurológicas. Vários pesquisadores sugerem uma origem genética. Outro fator que vem sendo estudado é a exposição do feto a doses exageradas de testosterona, hormônio masculino, durante a sua formação in-útero no ramo de estudos da teratologia. Nesse caso, a maior incidência da dislexia em pessoas do sexo masculino seria explicada por abortos naturais de fetos do sexo feminino durante a gestação.
É uma condição que se manifesta por toda a vida, não havendo cura. Em alguns casos, remédios e estratégias de compensação auxiliam os disléxicos a conviver e superar suas dificuldades com a linguagem escrita.
Pra saber mais, clique aqui.
Fonte: Wikipedia
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