Há várias formas de se tratar com eficiência a síndrome de Tourette, de forma isolada ou complementarmente. Nenhum vai eliminar por completo seus sintomas, mas irá amenizar o problema. Seguem abaixo o que está disponível, para sua orientação, lembrando sempre que qualquer forma de tratamento deve ser prescrito e acompanhado por um médico (psiquiatra ou neurologista):
Tratamento medicamentoso
Existem medicamentos específicos para aliviar os tiques da síndrome. Essas drogas não curam a doença, servem apenas para controlar os tiques. Esses medicamentos só devem ser utilizados, quando prescritos pelo médico. Jamais utilize medicamentos sem prescrição médica. No caso da Síndrome de Tourette medicamentos não prescritos pelo psiquiatra ou neurologista, podem causar mais transtornos a curto e a longo prazo no quadro da sintomatologia da doença.
Tratamento neurocirúrgico
Muitos procedimentos neurocirúrgicos foram realizados com o objetivo de aliviar a incapacitação produzida pelos tiques motores complexos e vocais. Essas cirurgias permanecem no ambiente experimental e existem apenas dados limitados concernentes aos riscos e aos benefícios de alguns procedimentos específicos. A barreira que se justifica para poucos procedimentos neurocirúrgicos, justifica-se pela ocorrência de seqüelas neurológicas mais graves do que a própria sintomatologia da doença original.
Tratamento psiquiátrico
De 30 a 60% dos pacientes com a Síndrome de Tourette, podem desenvolver a idéia obsessiva e os rituais de olhar fixo e imagens intrusivas, sons, palavras ou música, são sintomas que surgem anos após o início dos tique motores, durante a latência tardia ou nos anos da pré-adolescência. O comportamento compulsivo muitas vezes aparece primeiro e pode ser muito difícil, ou mesmo impossível, distingui-lo de tiques motores complexos. Por isso a necessidade de tratamento psiquiátrico a longo prazo.
Tratamento psicopedagógico
Embora a eficácia de intervenções educacionais de suporte não sejam avaliadas rigorosamente em portadores da Síndrome de Tourette, em alguns casos parecem apresentar clinicamente efeitos positivos. Terapia cognitivo-comportamental têm sido apontada como uma das mais eficazes terapias, para os portadores da síndrome.
Tratamentos alternativos
Métodos alternativos para reduzir o stress, como exercícios, musicoterapia, relaxamento, psicoterapia de grupo, podem ser eficazes no tratamento da síndrome, devendo ser incentivados.
Fonte: Blog Nossas Vidas com Tourette
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
NEUROFEEDBACK NO TRATAMENTO DO TDAH
A equipe do ProDAH - Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade - UFRGS, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, está usando o neurofeedback no tratamento do TDAH. Os resultados são interessantes. Confira no vídeo uma reportagem sobre o assunto.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
DICA DE FILME: MAZE
Lyle Maze é um artista talentoso que sofre de Sindrome de Tourette. Apesar dos incovenientes sociais, provocados pelo problema, Maze , que conseguiu se destacar como pintor, inicia seus trabalhos de escultura visando uma exposição. Sua vida começa a mudar quando Mike, seu médico e amigo , decide trabalhar em Burundi (África), deixando para trás sua namorada Callie que está grávida.
Callie passa a ser modelo de Maze e a gravidez e o trabalho acabam criando vínculos afetivos entre os dois. O problema é que para a moça, Lyle Maze é apenas seu melhor amigo, alguém para compartilhar suas desilusões amorosas. Maze tenta não se apaixonar por Callie, mas na medida que o trabalho e a gravidez avançam isso se torna cada vez mais difícil.
O filme apresenta, de forma dramática, os muitos sintomas de Lyle: tiques vocais e motores severos, TOC, ataques de ira. Não conseguimos um link pra download, assim, sugerimos que você procure em uma boa locadora, pois é muito esclarecedor. Assista abaixo a uma cena do filme.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
NOVAS PESQUISAS SOBRE A ST
Atualmente, os pesquisadores financiados pelos Institutos Nacionais de Saúde estão realizando uma série de grandes pesquisas genéticas. Rápidos avanços na tecnologia de identificação de genes permitem uma abrangente revisão completa do genoma.
A descoberta de um ou mais genes na síndrome de Tourette seria um avanço para a compreensão do fator de risco genético.
Além disso, um melhor entendimento da genética da síndrome de Tourette será mais eficaz para o diagnóstico clínico, melhorará o aconselhamento genético, irá esclarecer a fisiopatologia e indicar novos caminhos para alcançar terapias mais eficazes.
Com os avanços dos últimos cinco anos na tecnologia de imagem e do número crescente de investigadores qualificados, tem tido um aumento da utilização de técnicas novas e poderosas para identificar regiões de circuitos do cérebro, e fatores neuroquímicos de importância para a síndrome de Tourette e seus distúrbios relacionados.
Nos últimos cinco anos tem havido um aumento no número e na qualidade de cérebros com síndrome de Tourette, os cérebros dos pacientes após a morte, foram doados e estão disponíveis para pesquisa.
Este aumento adicionado aos avanços técnicos em neuropatologia resultou em descobertas importantes nos estudos iniciais de neuroimagem e modelos animais de síndrome de Tourette.
Foram recentemente concluídos ou estão sendo realizados muitos ensaios clínicos sobre a síndrome de Tourette.
Estas incluem pesquisas sobre tratamento com estimulantes em defícit de atenção e hiperatividade associada com síndrome de Tourette, bem como tratamentos para modificar o comportamento para reduzir a gravidade dos tiques em crianças e adultos.
Pequenos estudos com novas abordagens ao tratamento, tais como as drogas usando como agonistas da dopamina e GABA também parecem ser promissores.
Cuidadosos estudos epidemiológicos sugerem agora que a incidência da síndrome de Tourette é muito maior que o estimado anteriormente, com uma ampla gama de gravidade clínica.
Além disso, a pesquisa clínica está dando novos resultados com relação a síndrome de Tourette e as doenças que coexistem com ele.
Estes subtipos incluem:
- estudos da síndrome de Tourette e transtorno obsessivo compulsivo;
- o exame da relação entre déficit de atenção;
- problemas de aprendizagem em crianças com síndrome de Tourette;
- uma nova avaliação dos tiques sensoriais;
- o papel dos ataques de raiva.
Uma das áreas mais importantes da ciência relacionada com a síndrome de Tourette estuda a relação entre esta doença e a lesão autoimune do cérebro associada a infecção estreptocócica beta-hemolítica grupo A, ou outras doenças infecciosas.
Fonte: blog Nossas Vidas com Tourette
A descoberta de um ou mais genes na síndrome de Tourette seria um avanço para a compreensão do fator de risco genético.
Além disso, um melhor entendimento da genética da síndrome de Tourette será mais eficaz para o diagnóstico clínico, melhorará o aconselhamento genético, irá esclarecer a fisiopatologia e indicar novos caminhos para alcançar terapias mais eficazes.
Estudos de neuroimagem latente
Com os avanços dos últimos cinco anos na tecnologia de imagem e do número crescente de investigadores qualificados, tem tido um aumento da utilização de técnicas novas e poderosas para identificar regiões de circuitos do cérebro, e fatores neuroquímicos de importância para a síndrome de Tourette e seus distúrbios relacionados.
Neuropatologia
Nos últimos cinco anos tem havido um aumento no número e na qualidade de cérebros com síndrome de Tourette, os cérebros dos pacientes após a morte, foram doados e estão disponíveis para pesquisa.
Este aumento adicionado aos avanços técnicos em neuropatologia resultou em descobertas importantes nos estudos iniciais de neuroimagem e modelos animais de síndrome de Tourette.
Os ensaios clínicos
Foram recentemente concluídos ou estão sendo realizados muitos ensaios clínicos sobre a síndrome de Tourette.
Estas incluem pesquisas sobre tratamento com estimulantes em defícit de atenção e hiperatividade associada com síndrome de Tourette, bem como tratamentos para modificar o comportamento para reduzir a gravidade dos tiques em crianças e adultos.
Pequenos estudos com novas abordagens ao tratamento, tais como as drogas usando como agonistas da dopamina e GABA também parecem ser promissores.
Epidemiologia e ciências clínicas
Cuidadosos estudos epidemiológicos sugerem agora que a incidência da síndrome de Tourette é muito maior que o estimado anteriormente, com uma ampla gama de gravidade clínica.
Além disso, a pesquisa clínica está dando novos resultados com relação a síndrome de Tourette e as doenças que coexistem com ele.
Estes subtipos incluem:
- estudos da síndrome de Tourette e transtorno obsessivo compulsivo;
- o exame da relação entre déficit de atenção;
- problemas de aprendizagem em crianças com síndrome de Tourette;
- uma nova avaliação dos tiques sensoriais;
- o papel dos ataques de raiva.
Uma das áreas mais importantes da ciência relacionada com a síndrome de Tourette estuda a relação entre esta doença e a lesão autoimune do cérebro associada a infecção estreptocócica beta-hemolítica grupo A, ou outras doenças infecciosas.
Fonte: blog Nossas Vidas com Tourette
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
UM POUCO SOBRE TRANSTORNO DO MOVIMENTO ESTEREOTIPADO
A característica essencial do transtorno de movimento estereotipado é um comportamento motor repetitivo, não funcional e muitas vezes aparentemente intencional.
Este comportamento motor interfere acentuadamente nas atividades normais ou resulta em lesões corporais auto-infligidas, suficientemente significativas para exigirem tratamento médico (ou resultariam em ferimentos, caso não fossem adotadas medidas de proteção). Em presença de retardo mental, o comportamento estereotipado ou autodestrutivo é suficientemente severo para se tornar um foco do tratamento.
O comportamento não é melhor explicado por uma compulsão (como no TOC), um tique (como na ST), uma estereotipia que faz parte de um transtorno invasivo do desenvolvimento, ou arrancar os cabelos (como na tricotilomania).
O comportamento também não é devido aos efeitos fisiológicos de uma substância ou a uma condição médica geral. Os comportamentos motores devem persistir por pelo menos quatro semanas.
Os movimentos estereotipados podem incluir acenar com as mãos, balançar o corpo, brincar com as mãos, remexer os dedos, manusear objetos, bater a cabeça, morder a si mesmo, beliscar a pele ou enfiar os dedos em orifícios corporais, ou golpear várias partes do próprio corpo.
Às vezes o indivíduo usa um objeto para executar esses comportamentos, podendo causar danos permanentes e debilitantes aos tecidos e, por vezes, acarretar risco de vida. Por exemplo, o ato de bater ou golpear severamente a cabeça pode provocar cortes, sangramentos, infecções, descolamento da retina e cegueira.
Fonte: Psiqweb
Este comportamento motor interfere acentuadamente nas atividades normais ou resulta em lesões corporais auto-infligidas, suficientemente significativas para exigirem tratamento médico (ou resultariam em ferimentos, caso não fossem adotadas medidas de proteção). Em presença de retardo mental, o comportamento estereotipado ou autodestrutivo é suficientemente severo para se tornar um foco do tratamento.
O comportamento não é melhor explicado por uma compulsão (como no TOC), um tique (como na ST), uma estereotipia que faz parte de um transtorno invasivo do desenvolvimento, ou arrancar os cabelos (como na tricotilomania).
O comportamento também não é devido aos efeitos fisiológicos de uma substância ou a uma condição médica geral. Os comportamentos motores devem persistir por pelo menos quatro semanas.
Os movimentos estereotipados podem incluir acenar com as mãos, balançar o corpo, brincar com as mãos, remexer os dedos, manusear objetos, bater a cabeça, morder a si mesmo, beliscar a pele ou enfiar os dedos em orifícios corporais, ou golpear várias partes do próprio corpo.
Às vezes o indivíduo usa um objeto para executar esses comportamentos, podendo causar danos permanentes e debilitantes aos tecidos e, por vezes, acarretar risco de vida. Por exemplo, o ato de bater ou golpear severamente a cabeça pode provocar cortes, sangramentos, infecções, descolamento da retina e cegueira.
Fonte: Psiqweb
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
O TOC VAI EMBORA?
A maioria das pessoas com TOC apresenta um vaivém dos sintomas. Você pode se desapontar se tiver a expectativa de que se os sintomas forem embora, isso será para sempre.
Algumas pessoas podem ter um episódio único e permanecer livres de sintomas pelo resto da vida. Entretanto, é melhor estar preparado para que os sintomas voltem em períodos estressantes da vida ou durante períodos de mudanças e ajudar a pessoa com TOC a estar preparada também.
O curso flutuante do TOC é influenciado por diversos eventos, mais freqüentemente o estresse. Eventos estressantes podem ser qualquer coisa, inclusive alegrias e ocasiões positivas. Pessoas com TOC geralmente comentam que não gostam de mudanças e têm dificuldade de mudar. Até o presente momento não existe cura garantida para o TOC.
Há formas efetivas de tratamento que podem permitir a pessoa a levar uma vida normal. Pode ser útil para as famílias manter em mente que não é incomum para as pessoas com TOC beneficiarem-se de psicoterapias depois que o TOC foi tratado.
Sintomas de depressão, conflitos de ajustamento conjugal, sentimentos de estar fora do passo em relação aos colegas são típicos e necessitam de atenção particular. Depois que os sintomas do TOC diminuem, a pessoa pode começar a perceber o quanto da vida perderam.
Os membros da família frequentemente ficam confusos com isto por presumirem que depois da melhora do TOC tudo mais ficaria bem também. O processo de recuperação se dá com ajuda profissional, compreensão de familiares e amigos e com o tempo.
Fonte: PROTOC/FMUSP
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
A TOURETTE E O CONVÍVIO SOCIAL
Diante disso, a regra de reforçar comportamentos adequados funciona. Ele deve ser estimulado quando se comportar de maneira mais aberta com os colegas e sem agressividade, timidez ou medo. Ficar em casa só com os pais pode protegê-lo de situações difíceis, mas dificultará sua vida futura.
Portanto, quanto mais ele se expuser a situações sociais, menos ansioso ficará em relação a elas, garantindo também, de forma geral, a diminuição dos tiques.
Fonte: Tiques, cacoetes, síndrome de Tourette, Ana Hounie e Eurípedes Miguel, org.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
COMORBIDADE: OUTROS OBSTÁCULOS
Transtornos Específicos do Aprendizado - em alguns casos podem estar presentes, tais como dislexia, dificuldades à escrita ou leitura, ou problemas na integração visual-motora.
Problemas reativos - resultantes das dificuldades diárias enfrentadas como estigmatização, baixa auto-estima proveniente dos sintomas, dificuldades de atenção acarretando baixo rendimento acadêmico, são fatores que podem levar a estados depressivos.
Distúrbios do sono - podem ocorrer sonambulismo, dificuldade em conciliar o sono ou despertares frequentes.
Dificuldade em controlar os impulsos - pode resultar em comportamentos impróprios, explosivos ou excessivamente agressivos.
Problemas reativos - resultantes das dificuldades diárias enfrentadas como estigmatização, baixa auto-estima proveniente dos sintomas, dificuldades de atenção acarretando baixo rendimento acadêmico, são fatores que podem levar a estados depressivos.
Distúrbios do sono - podem ocorrer sonambulismo, dificuldade em conciliar o sono ou despertares frequentes.
Dificuldade em controlar os impulsos - pode resultar em comportamentos impróprios, explosivos ou excessivamente agressivos.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
UM POUCO SOBRE DISORTOGRAFIA
Até a 2ª série é comum que as crianças façam confusões ortográficas porque as relações com os sons e palavras impressas ainda não estão dominadas por completo.
Porém, após estas séries, se as trocas ortográficas persistirem repetidamente, é importante que o professor esteja atento já que pode se tratar de uma disortografia.
A característica principal de um sujeito com disortografia são as confusões de letras, sílabas de palavras e trocas ortográficas já conhecidas e trabalhadas pelo professor.
Características:
- Troca de letras que se parecem sonoramente: faca/vaca, chinelo/jinelo, porta/borta;
- Confusão de sílabas como: encontraram/encontrarão;
- Omissões: cadeira/cadera, prato/pato;
- Fragmentações: en saiar, a noitecer;
- Inversões: pipoca/picoca, formiga/morfiga;
- Junções: No diaseguinte, sairei maistarde.
Orientações:
- Estimular a memória visual através de quadros com letras do alfabeto, números, famílias silábicas.
- Não exigir que a criança escreva vinte vezes a palavra, pois isso de nada irá adiantar.
- Não reprimir a criança e sim auxiliá-la positivamente.
Fonte: Psicopedagogia Brasil
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